Nossa Gente

O primeiro taxista do Hospital Angelina Caron

Morador do Jardim Paulista, Ilói Canestraro, de 71 anos, é o primeiro taxista a ter como ponto o Hospital Angelina Caron, na Rodovia do Caqui, em Campina Grande do Sul.
Morador do Jardim Paulista, Ilói tem 71 anos (Foto: Francine Santos)

Morador do Jardim Paulista, Ilói Canestraro, de 71 anos, é o primeiro taxista a ter como ponto o Hospital Angelina Caron, na Rodovia do Caqui, em Campina Grande do Sul. Há 35 anos ele trabalha no mesmo lugar. Nasceu na Colônia Maria José, antigamente localidade de Piraquara, hoje Quatro Barras, onde viveu por muitos anos, até mudar-se para o Jardim Paulista, lugar que mora até hoje.

Seu Ilói tem quatro irmãos, filho do barriqueiro, Antonio Canestraro Sobrinho (in memoriam) e de Maria Rosenente Canestraro (in memoriam) ele viveu 53 anos da sua vida na Colônia, onde ajudou na construção da Igreja Matriz São José, onde também foi coroinha, e na capela, no Morro Anhangava. Foi em Quatro Barras, em 1977, que seu Ilói também foi suplente de vereador. “Fiz 82 votos, naquela época que vereador nem recebia salário”, lembra.

“Fiz 82 votos, naquela época que vereador nem recebia salário”.

“Depois de ser motorista de uma empresa por 15 anos, eu comprei o taxi e fui o primeiro taxista no ponto do Hospital Angelina Caron. O hospital ainda era pequeno, tinha apenas três médicos, o doutor Marco, Pedro e Irinei. Nós nos conhecíamos todos pelo nome, hoje isso é impossível, pois são muitos funcionários e recebe centenas de pacientes”.

Foi na Colônia Maria José que Ilói casou e teve seus três filhos: Iverson Adolfo, Isalita Cristina e Ilói Filho, dos quais nasceram dois netos. Hoje, divorciado, ele mora em Campina. “Cheguei ao Jardim Paulista há 18 anos, naquela época havia pouco movimento. O que mais tinha movimento era o “Tio Sam”, quem é da época vai lembrar, o único lazer que as pessoas tinham aqui”.

Além de ainda trabalhar com o taxi, Ilói faz artesanalmente carrinhos de madeira, vaso de flor, copo de caipirinha, cambuca de canário e outros objetos. Nas horas vagas, gosta de pescar, jogar sinuca e caixeta. Mas, parar de trabalhar é algo que nem passa pela cabeça dele. “Enquanto eu tiver saúde vou estar com o meu taxi lá no hospital”.