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“Enquanto o Túlio me aguentar eu estarei aqui, trabalhando”, diz Antônio, aos 70 anos de idade

Há 43 anos na região, Antônio Wilson Muniz, é aposentado e trabalha como frentista  (Foto: Francine Santos)

Há 43 anos na região, Antônio Wilson Muniz, de 70 anos, é aposentado, mas ainda trabalha todos os dias para complementar a renda e não ficar parado. Atualmente, ele é um dos frentistas do Posto Túlio, do Jardim Paulista, onde está há cinco anos. 


Ele nasceu em Lages-SC, de uma família de 10 irmãos. Seu pai era caminhoneiro e sua mãe, do lar. “Na minha cidade natal eu vivi a minha infância e juventude. Me casei, no ano de 1970, com a Dilma Ferreira Muniz, com quem sou casado até hoje”. Seu Antônio chegou a Campina Grande do Sul em 1976, por intermédio de alguns irmãos que vieram antes, para trabalhar. 


“Quando cheguei aqui, o meu primeiro emprego foi como borracheiro no Posto Bassani. Depois trabalhei onde é Posto Costa Brava, no Tio Doca, além de ter trabalhado na Britanite e no Hospital Angelina Caron. Há cinco anos estou na função de frentista, no Posto Túlio”. 


Antônio morou apenas dois anos no Jardim Paulista, em sua chegada, e logo comprou o terreno e construiu uma casa, onde mora até hoje, no Jardim Menino Deus, em Quatro Barras. “Nós fomos uns dos primeiros moradores aqui do bairro, na época tinha apenas umas cinco casas. Como não tínhamos igreja, a missa era rezada pelo padre Jaci, nas casas; até um batizado foi feito na mecânica do Celso Zanchettin”. Ele e a sua esposa foram ministros da eucaristia por muitos anos. 


“Somos alguns dos primeiros moradores do Menino Deus. Quando chegamos, tinha umas cinco casas”.


Para ele, que presenciou de perto a mudança do Jardim Paulista e do Menino Deus, a chegada de grandes empresas foi o que influenciou o progresso. “As empresas maiores que se instalaram aqui na região mudou a vida das pessoas, que passaram a ter trabalho digno, e dos municípios que se desenvolveram”. 


Antônio conta que, hoje, a maioria da sua família e da sua esposa veio para a região por intermédio deles. “Estamos rodeados por nossos parentes que, de certa forma, chegaram até aqui também por nossa inciativa. Alguns são até empresários”. 


Para ele, a ideia de parar de trabalhar nem é cogitada. “Enquanto o Túlio me aceitar eu estarei trabalhando”. Antônio e a esposa também não pensam em sair da região. “Nós adotamos aqui como nossa terra. Nossos filhos se formaram aqui, formaram suas famílias e estão todos aqui, ao nosso redor”. O casal tem três filhas, Rita, Leila e Sheila, oito netos e um bisneto.