Nossa Gente

Ela criou os filhos sozinha depois da viuvez e hoje desfruta de uma vida cercada do amor da família

Maria Chote Borges (Foto: Francine Santos)

Aos 60 anos de idade, Maria Chote Borges foi uma das princesas da terceira idade no baile da Festa de Nossa Senhora de Fátima, realizado em maio em Campina Grande do Sul. De uma família humilde e trabalhadora, ela criou três filhos sozinha, depois da morte do seu marido, que aconteceu há 25 anos, pouco tem depois que eles chegaram a região.

Ela nasceu em Ivaiporã, de uma família de 12 irmãos, seus pais, Pedro e Cecília Chote, eram trabalhadores da lavoura, serviço que ela aprendeu desde cedo. “Nos meus 19 anos de idade nós viemos morar em Curitiba, onde ficamos um ano até nos mudarmos para Colombo, onde papai comprou terreno”.

Aos 60 anos de idade, ela foi uma das princesas da terceira idade no baile da Festa de Nossa Senhora de Fátima.

Foi nessa mesma época que Maria conheceu o esposo, de quem é viúva, Paulino do Nascimento Borges, com quem teve três filhos (Claudiamara, Paulo César e Luiz Otávio). “O meu marido era empreiteiro da Copel, e eu trabalhava como cozinheira, doméstica, auxiliar de serviços gerais; assim sustentávamos nossa família”.

Quando chegou a Campina Grande do Sul, em 1994, depois que o marido foi transferido do emprego, Maria morou no Araçatuba. “Quando chegamos aqui era mais difícil a vida. Não tinha água e luz em todos os lugares. Com a morte do meu marido as coisas ficaram mais difíceis ainda. Eu me lembro que um dia explodiu uma panela de pressão na minha casa e destruiu todo o meu fogão. Eu fui até os vereadores pedir se alguém poderia me arrumar um fogão, pois eu não tinha condições de comprar e o João Dalprá, na época, me deu um usado que ele tinha e me ofereceu para construir e morar no terreno onde estou até hoje, aqui no Santa Rota, sem pagar aluguel. Foi assim que eu construí minha casinha e fui, aos poucos, melhorando”.

Hoje, dona Maria gosta de ajudar na comunidade através da igreja, gosta de dançar e cuidar dos netos. “Hoje eu me sinto feliz, pois criei meus filhos sozinha e todos são trabalhadores. Além disso, eu gosto de morar aqui, é um lugar de onde não pretendo sair. Então, só tenho a agradecer a Deus pela minha família e meus amigos, pois eu prezo muito pela boa convivência com todos”.